Em agosto de 2025, embarquei para Nova York levando na mala muito mais do que produtos. Levei histórias, aprendizados, sonhos e um pedaço da Amazônia.

Foi a primeira experiência internacional do LUNA.

Quando recebi o convite para participar da NY NOW, uma das maiores feiras de design e lifestyle dos Estados Unidos, senti uma mistura de entusiasmo e responsabilidade. Pela primeira vez, estaríamos apresentando nosso trabalho para um público global, ao lado de outras marcas brasileiras selecionadas com o apoio da ApexBrasil.

Mas, olhando hoje, quase um ano depois, percebo que a viagem foi muito maior do que uma oportunidade comercial.

Ela foi um marco.

Durante 2 anos antes desse dia (!) construímos o LUNA a partir de encontros com comunidades, pesquisas sobre matérias-primas amazônicas, experimentações, acertos e muitos erros. Sempre acreditamos que os saberes da floresta, a beleza dos nossos materiais e a potência das nossas histórias tinham valor. Ainda assim, existe um momento em que essa crença é colocada à prova: quando você apresenta sua criação para pessoas que não compartilham da sua cultura, da sua língua ou da sua realidade.

E foi justamente ali que algo bonito aconteceu.

Vi pessoas se aproximarem curiosas para conhecer o breu branco. Vi olhares atentos ao ouvir sobre as comunidades, sobre a origem dos materiais, sobre a relação entre bem-estar, ancestralidade e floresta. Vi que, mesmo em idiomas diferentes, algumas histórias conseguem ser compreendidas de forma universal.

Percebi que o que fazemos não fala apenas sobre a Amazônia... Fala sobre pertencimento, sobre conexão, sobre a busca por significado em um mundo cada vez mais acelerado.

A NY NOW também me mostrou algo importante - não precisamos nos encaixar em modelos prontos para ocupar espaços internacionais. 

Voltei para casa com novos contatos, novas perspectivas e muitos aprendizados. Mas, acima de tudo, voltei com a confirmação de que estamos construindo algo que pode dialogar com o mundo sem perder suas raízes.

Hoje, em junho de 2026, ao escrever este texto, sinto que aquela viagem foi apenas o começo de uma nova etapa.

O LUNA continua sendo uma marca amazônica, feita a partir da conexão entre pessoas, natureza e bem-estar. A diferença é que agora sabemos que essa conversa pode atravessar oceanos.

E talvez essa tenha sido a maior lição daquela primeira experiência internacional: entender que as nossas raízes não nos limitam.

São justamente elas que nos permitem alcançar lugares cada vez mais distantes.
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