Existem eventos que nos marcam pelos negócios que geram. Outros, pelas pessoas que conhecemos. E existem aqueles que conseguem reunir as duas coisas.

O MICBR – Mercado das Indústrias Criativas do Brasil e Ibero-América foi uma dessas experiências.

Estar entre as iniciativas selecionadas para participar de um dos maiores encontros de economia criativa da América Latina foi, antes de tudo, uma grande honra. Representar a Amazônia, o Pará e o trabalho que desenvolvemos no LUNA em um ambiente de tantas trocas e possibilidades nos lembrou da responsabilidade — e também da potência — de criar a partir do nosso território.

Durante três dias intensos de rodadas de negócios, tivemos a oportunidade de apresentar nossa trajetória, compartilhar nossa visão sobre design, artesanto, sensorialidade, bem-estar e sociobioeconomia amazônica, além de conhecer compradores, instituições, organizações e profissionais de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Foram conversas que abriram perspectivas, trouxeram aprendizados e mostraram como temas que fazem parte da nossa realidade local também dialogam com desafios e oportunidades globais.

Mas, para além das agendas e reuniões, o que mais levamos conosco foram os encontros.

O MICBR nos permitiu conhecer pessoas que estão construindo projetos transformadores em diferentes territórios, atuando nas mais diversas áreas da economia criativa. Pessoas que, assim como nós, acreditam na cultura, na criatividade e na inovação como ferramentas de desenvolvimento.

Também foi especial viver essa experiência ao lado de amigos, parceiros e companheiros do ecossistema criativo paraense (amo!).

Em muitos momentos, olhar ao redor e encontrar outros empreendedores da Amazônia ocupando aquele espaço trouxe uma sensação de pertencimento difícil de explicar. Havia ali diferentes trajetórias, diferentes linguagens criativas e diferentes negócios, mas todos conectados por um mesmo desejo: mostrar a garndeza do que é produzido em nosso território.

Esses encontros reforçaram algo que temos aprendido ao longo dos últimos anos... Nenhuma caminhada acontece sozinha.

Cada oportunidade que surge é resultado de uma rede construída ao longo do tempo. De pessoas que acreditam, indicam, colaboram, compartilham conhecimentos e ajudam a abrir caminhos. E talvez essa seja uma das maiores riquezas dos ecossistemas criativos: a capacidade de crescer coletivamente.

Voltamos de Fortaleza com novos contatos, novas ideias, novas possibilidades de colaboração e uma certeza ainda maior sobre a importância de fortalecer as conexões entre cultura, empreendedorismo, sustentabilidade e identidade territorial.

Seguimos acreditando que a Amazônia tem muito a oferecer ao mundo.

E que quanto mais construirmos juntos, mais longe nossas histórias poderão chegar.