O MICBR – Mercado das Indústrias Criativas do Brasil e Ibero-América é um evento do Ministério da Cultura do Brasil. 

Estar entre as iniciativas selecionadas para participar de um dos maiores encontros de economia criativa da América Latina foi, antes de tudo, uma grande honra.

Representar a Amazônia, o Pará e o trabalho que desenvolvemos no LUNA em um ambiente de tantas trocas e possibilidades nos lembrou da responsabilidade — e também da potência — de criar a partir do nosso território.

Durante dias intensos de rodadas de negócios, tivemos a oportunidade de apresentar nossa trajetória, compartilhar nossa visão sobre design, artesanato, sensorialidade, bem-estar e sociobioeconomia amazônica, além de conhecer compradores, instituições, organizações e profissionais de diferentes partes do Brasil e da Ibero-América.

Foram conversas que abriram perspectivas, trouxeram aprendizados e mostraram como temas que fazem parte da nossa realidade local também dialogam com desafios e oportunidades globais.

Mas, para além das agendas e reuniões, o que mais levamos conosco foram os encontros.

O MICBR nos permitiu conhecer pessoas que estão construindo projetos transformadores em diferentes territórios e atuando nas mais diversas áreas da economia criativa.

Pessoas que, assim como nós, acreditam na cultura, na criatividade e na inovação como ferramentas de desenvolvimento.

Também foi especial viver essa experiência ao lado de amigos, parceiros e companheiros do ecossistema criativo paraense.

Em muitos momentos, bastava olhar ao redor para encontrar outros empreendedores da Amazônia ocupando aquele espaço.

E havia algo profundamente bonito nisso.

Diferentes trajetórias.

Diferentes linguagens criativas.

Diferentes modelos de negócio.

Mas todos conectados por um mesmo desejo: mostrar a força, a diversidade e a grandeza do que é produzido em nosso território.

Talvez tenha sido esse o sentimento mais marcante da viagem.

O pertencimento.

A percepção de que não estamos caminhando sozinhos.

Esses encontros reforçaram algo que temos aprendido ao longo dos últimos anos: nenhuma trajetória é construída de forma isolada.

Cada oportunidade que surge é resultado de uma rede cultivada ao longo do tempo.

De pessoas que acreditam.

Que indicam.

Que colaboram.

Que compartilham conhecimentos.

Que ajudam a abrir caminhos.

E talvez essa seja uma das maiores riquezas dos ecossistemas criativos: a capacidade de crescer coletivamente.

Voltamos de Fortaleza com novos contatos, novas ideias, novas possibilidades de colaboração e uma certeza ainda maior sobre a importância de fortalecer as conexões entre cultura, empreendedorismo, sustentabilidade e identidade territorial.

Seguimos acreditando que a Amazônia tem muito a oferecer ao mundo.

Mas também seguimos aprendendo que esse caminho se torna mais forte quando é percorrido em rede.

Porque, no fim das contas, são as conexões que transformam oportunidades em movimentos duradouros.

E são as pessoas que dão sentido à caminhada.