Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, vivemos uma experiência que permanece conosco até hoje.
Participamos da 5ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para Mulheres, em Brasília, representando diferentes trajetórias, territórios e formas de atuação, mas unidas pelo mesmo desejo de contribuir para a construção de um futuro mais justo para as mulheres brasileiras.
Fomos em trio.
Eu, Layse e Josineia, expor nossos produtos e criações na Mostra Nacionalde Economia Solidária e Criativa.
Mulheres com histórias distintas, vindas da Amazônia, carregando em nossas bagagens não apenas nossas vivências pessoais, mas também as vozes, os desafios e as potências dos lugares de onde viemos.
Durante aqueles dias, compartilhamos espaços com lideranças femininas de todas as regiões do país. Escutamos relatos que emocionaram, debates que provocaram reflexões profundas e discussões que revelaram a complexidade da realidade vivida por milhões de mulheres brasileiras.
A conferência nos lembrou que falar sobre políticas públicas é, antes de tudo, falar sobre vidas reais.
Sobre mulheres que enfrentam violências, desigualdades, invisibilidades e barreiras diárias. Sobre mulheres que sustentam famílias, preservam culturas, lideram comunidades e transformam territórios, muitas vezes sem o reconhecimento que merecem.
Nem sempre houve consenso. E talvez essa tenha sido uma das maiores riquezas daquele encontro.
Os impasses, divergências e diferentes perspectivas mostraram que a construção coletiva exige escuta, respeito e disposição para compreender realidades que muitas vezes são diferentes das nossas. Foi um processo intenso, por vezes desafiador, mas profundamente necessário.
Voltamos para casa com a sensação de que nossa jornada individual ganha mais força quando encontra a jornada de outras mulheres.
Também voltamos ainda mais conscientes da importância de fortalecer redes, criar pontes e valorizar os saberes que nascem dos nossos territórios. Como mulheres amazônidas, sabemos que muitas das discussões nacionais ainda precisam olhar com mais atenção para as especificidades da floresta, das comunidades tradicionais e das mulheres que vivem longe dos grandes centros urbanos.
Aprendemos, ouvimos, contribuímos... e a certeza que nenhuma conquista é construída sozinha.
Seguimos gratas pela oportunidade de fazer parte desse momento histórico e por compartilhar essa experiência ao lado de mulheres tão inspiradoras como Josineia e Layse, uqe fazem parte do LUNA.
Porque, embora cada mulher tenha sua própria história, seus próprios desafios e caminhos, existe algo que nos conecta: a certeza de que avançamos mais longe quando caminhamos juntas.
